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sábado, 29 de janeiro de 2011

O jogo de xadrez

"Um jovem disse ao abade do mosteiro:
-Bem  que eu gostaria de ser um monge, mas nada aprendi de importante na vida.Tudo que meu pai me ensinou foi jogar xadrez, que não serve para a minha iluminação. Além do mais, aprendi que qualquer jogo é um pecado.
-Pode ser um pecado, mas também pode ser uma diversão, e quem sabe este mosteiro não está precisando um pouco de ambos- foi a resposta do monge.
O abade pediu um tabuleiro de xadrez chamou um monge e mandou-o jogar com o rapaz.
- Embora precisemos de diversão, não podemos permitir que todo mundo fique jogando xadrez. Então, teremos apenas o melhor dos jogadores aqui:
se nosso monge perder, ele saíra do mosteiro e abrirá uma vaga para você.
O abade falava sério. O rapaz sentiu que jogava por sua vida e suou frio: e o tabuleiro se tornou o centro do mundo.
O monge começou a perder. O rapaz atacou, mas então viu o olhar de santidade do outro; a partir daquele momento, começou a fazer jogadas erradas de propósito. Afinal de contas, preferia perder aquele jogo, porque o monge podia ser mais útil ao mundo.
De repente, o abade jogou o tabuleiro no chão.
-Você aprendeu muito mais do que lhe ensinaram - disse ele. - Concentrou-se o suficiente para vencer, foi capaz de lutar pelo que desejava. Em seguida, teve compaixão e disposição para sacrificar-se em nome de uma nobre causa. Seja bem-vindo ao mosteiro, porque sabe equilibrar a disciplina  com a misericórdia."

(Texto do livro para Pais, filhos e netos.)

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